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Sobre fluidez, solidez, escalas do conviver e onde empreender – Startupi

Sobre fluidez, solidez, escalas do conviver e onde empreender

Segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Fonte: torrebionica.com

Este não é um guia de cidades mais quentes para se construir um negócio ou lucrar com ele, mas uma reflexão sobre perspectivas diferentes de como se abordar a questão.

Visão de estrutura

Para Julie Douglas, editora de Stuff to Blow Your Mind, até o ano 2050 a população mundial vai estar 30% maior, num total de 9,5 bilhões de pessoas. Até lá, dois terços estarão vivendo em áreas urbanas – hoje apenas metade vive. A partir disso, ela acredita em super-mega-cidades onde estruturas únicas gigantescas, como as Bionic Towers, serão o fundamento de cidades verticais em que todas as coisas necessárias para a vida de uma pessoa estarão contempladas, sem necessidade de se ir para outro local.

Escalas do conviver

Visão de dispositivo

Quando participei do evento La Red Innova, durante a Startup Europe Mission, experimentei uma mistura de empreendedores, inovadores e investidores de tantos continentes e países que os visualizei como uma comunidade internacional que se desloca e se encontra por ocasião – como em eventos especializados. Somando-se a isso o fato de que “o Vale do Silício foi feito por pessoas de outros lugares e é um lugar dentro do coração” (Dave McClure) e que “importa mais a época em que vivemos, não o local” (Sarah Lacy), então somos realmente uma “nuvem de empreendedores” (Diego Remus – just in case).

Conversei sobre isso com algumas pessoas, inclusive com Lukas Kubina, editor do site Digital-Life-Design, que nos envia sua visão:

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“Pessoalmente, acredito que a proximidade está se tornando menos relevante. Fatores brutos de clusters como industrialização, pesquisa e desenvolvimento, universidades já estão significativamente sendo substituídos pelos pipelines da computação em nuvem. Dessa forma, o que está virando tendência é o trabalho decentralizado baseado em projetos.

Por fim, acredito que seja por isso que as chamadas cidades secundárias estão em ascensão, locais onde a vida é mais fácil e vale mais a pena, enquanto tudo que anteriormente você encontrava apenas em lugares como Nova York ou, mais recentemente no Vale do Silício, torna-se ubíquito por causa da conectividade e sempre acessível por causa da mobilidade. Paul Cezanne precisava viajar 30h para encontrar Zola em Paris, mas hoje em dia e;e tomaria o TGV (trem-bala francês) e chegaria lá em poucas horas, ou apenas trocaria ideias pelo Dropbox”.

Dessa forma, um evento é um dispositivo de convívio, não uma estrutura – que não necessariamente proporcionaria o convívio).

De meu lado, continuo mapeando os Vales do Brasilício e dedicado a tecer conexões com outras regiões do mundo – mas isso é novidade para outro post.

Qual é sua visão sobre isso?

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Colunista (antigamente era Editor-chefe e Sócio-Diretor). Coautor do livro “Empreendedorismo Inovador” (Ed. Évora). Jornalista profissional com ênfase em Hipermídia, cursando MBA em Gestão Econômica e Estratégica de Mercados. Realizou trabalhos em metade do Brasil e em outros 4 países. Mais infos em diegoremus.com.

Fonte: startupi.com.br/2011/08/sobre-fluidez-solidez-escalas-do-conviver-e-onde-empreender

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