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O que é Ecommerce? Como funciona, tipos e como começar [2022]

O que é Ecommerce? Como funciona, tipos e como começar [2022] | Ecommerce na Prática

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O Ecommerce  – ou, traduzindo o termo para o portugês, comércio eletrônico –  é um modelo de vendas que se baseia na internet para comercialização de serviços ou produtos. O mercado de vendas online engloba canais como computadores, celulares, aplicativos e, claro, lojas virtuais próprias. 

Essa é a definição técnica do termo, mas temos certeza de que o Ecommerce dispensa qualquer apresentação. Este é, afinal de contas, um dos segmentos de mercado que mais cresce em todo o mundo.

De acordo com o estudo NuvemCommerce, promovido pela Nuvemshop, o segmento de comércio eletrônico cresceu 16,8% em receita, em comparação com 2020 – ano em que o Ecommerce apresentou um recorde histórico de crescimento.  

Hoje, este é um mercado que movimenta mais de US$ 4,9 trilhões por ano. 

Mas para entrar neste mercado e ter sucesso, é importante conhecer suas particularidades. E é exatamente sobre isso que falaremos neste artigo. Este é um guia completo, elaborado com base na minha experiência de décadas no segmento. 

Ao longo deste artigo, listei os principais pontos que envolvem o que é Ecommerce, para você entrar com o pé direito e não se perder ao longo do caminho.

Para começar, que tal assistirmos um vídeo? No conteúdo abaixo, eu, Bruno de Oliveira, CEO do Ecommerce na Prática, explico o que é Ecommerce em 10 passos. Assista:

ebook checklist como começar seu ecommerce do zero
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Quer começar seu Ecommerce? Baixe gratuitamente o passo a passo para criar seu Ecommerce do Zero e tenha em mãos o guia para tirar sua ideia do papel.

Índice:

O que é Ecommerce?

Em poucas palavras, podemos resumir o Ecommerce – ou comércio eletrônico, ou e-commerce – como o modelo de negócios que engloba vendas de produtos e serviços que acontecem por meio de canais digitais, ou seja, pela internet 

Ao contrário do que muitos podem pensar, um Ecommerce não se limita apenas às lojas virtuais, mas pode ser observado em vários tipos de canais: das redes sociais até os marketplaces. Falaremos mais sobre a diferença entre cada um deles ainda neste artigo, não se preocupe… 

Dentro do Ecommerce é possível vender quase todo tipo de produto, desde os objetos físicos – que você poderia comprar por meio das lojas físicas, por exemplo – até serviços e produtos completamente digitais. 

O comércio eletrônico pode ser categorizado em três principais tipos: B2C, B2B e C2C. Essas categorias diferenciam-se, basicamente, no público para o qual cada uma está direcionada. O B é uma abreviação para Business – ou seja, negócios – e o C, para Consumer, ou seja, consumidor. 

No B2C estão localizadas as empresas que vendem diretamente para o consumidor final. Essa é a categoria mais comum do Ecommerce. Enquanto isso, no B2B estão as empresas que comercializam produtos ou serviços para outras empresas. Por fim, no C2C, estão localizados os Ecommerces que focam na venda de consumidores para consumidores. 

A diferença entre Ecommerce e loja virtual

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o que é Ecommerce, é hora de falarmos sobre um erro muito comum que as pessoas cometem ao estudar sobre o assunto: confundir as lojas virtuais com o Ecommerce como um todo. 

A loja virtual, usualmente, é caracterizada por um site próprio, gerenciado por uma determinada empresa. Esse é um canal de vendas exclusivo de uma só companhia. 

A grande diferença entre loja virtual e Ecommerce é que a loja virtual é apenas um dos canais pelo qual uma empresa pode gerenciar sua operação de comércio eletrônico. Em outras palavras, toda loja virtual faz parte de um Ecommerce, mas nem todo Ecommerce se limita a uma loja virtual. 

Não me entenda mal… as lojas virtuais são, sem dúvidas, um dos canais mais importantes do Ecommerce, capazes de escalar vendas e levar uma operação de comércio eletrônico para outro nível. Entretanto, é importante termos em mente que existem outras opções quando falamos em Ecommerce, como os marketplaces por exemplo… 

Qual a diferença entre Ecommerce e Marketplace? 

Assim como as lojas virtuais, os Marketplaces são apenas mais um canal do Ecommerce. Os Marketplaces são canais de venda que grandes varejistas disponibilizam em seus sites para que lojistas menores façam suas vendas. 

Se o conceito está um pouco confuso, basta pensar nos Marketplaces como shoppings, onde um mesmo produto pode estar sendo vendido por marcas e empresas diferentes, mas compartilham o mesmo espaço físico. 

Algumas das empresas mais famosas no ramo dos Marketplaces são o Mercado Livre, a OLX, o grupo Americanas e Magazine Luiza. Falaremos sobre algumas dessas empresas ainda neste guia, continue conosco! 

A história do Ecommerce

Quem vê a consolidação do Ecommerce no Brasil, mal pode suspeitar que este é um modelo de negócios relativamente novo: a primeira loja online data da década de 1990. Um tanto recente, não é mesmo?

Esse mercado ganhou força, mais especificamente, por volta de 1994, quando o americano Jeff Bezos iniciou – com pouquíssimo investimento e na garagem de casa – uma loja virtual de livros.

Temos certeza de que, se você já não reconheceu o nome deste famoso empreendedor, vai reconhecer o nome da marca que ele criou: Amazon

Atualmente, esta é uma das empresas mais valiosas de todo o mundo, apresentando um crescimento considerável a cada ano. O que começou como uma loja de livros, hoje, é um verdadeiro império.

Todos os dias, milhões de pessoas visitam a Amazon para comprar brinquedos, eletrônicos, vestuários, acessórios e, claro, os livros também. 

Além dos produtos, a Amazon oferece alguns serviços como o Amazon Prime (streaming, parecido com a Netflix) e o Amazon Web Services, um tipo de armazenamento em nuvem, entre outros serviços.

Ou seja, podemos dizer que a Amazon é um exemplo para o e-commerce mundial e pode ser uma inspiração para você que quer começar ou expandir o seu negócio para essa área. 

Você pode, inclusive, começar o seu Ecommerce vendendo nesta popular plataforma. Te contamos como fazer isso neste artigo aqui: Como vender na Amazon? Passo a passo para começar.

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O Ecommerce no Brasil

A história do Ecommerce no Brasil também seguiu esse caminho. Ela nasceu quando o empreendedor brasileiro Jack London visitou os Estados Unidos.

Ele viajou para Seattle, onde está localizada a sede da Amazon, e bateu na porta da empresa pedindo para conhecer a companhia e aprender um pouco mais sobre a sua história.

Como não poderia deixar de ser, gostou do que viu…

Impressionado, London voltou para o Brasil e se empenhou em montar a Booknet, primeira loja virtual brasileira. A primeira loja virtual brasileira entrou no ar em fevereiro de 1996.

Se ainda existem dificuldades para montar um e-commerce hoje, já imaginou como era difícil fazer isso naquela época?

Isso porque não existiam plataformas de comércio eletrônico, muito menos gateways de pagamento, redes sociais ou ferramentas como o Google. Tudo isso facilita o nosso trabalho como donos, gestores e vendedores dentro do Ecommerce atualmente…

Naquela época, a internet no Brasil não passava nem de 20 mil usuários. Mas, apesar de todas as dificuldades, London conseguiu. O site de Jack London prosperou com muita rapidez e a empresa chegou a abrir o capital na Nasdaq (Bolsa de Valores de Empresas de Tecnologia em Nova York).

Depois de alguns anos, o empreendedor vendeu o site para outro grupo de empresários. A BookNet encerrou suas operações e passou por uma reestruturação interna. Logo depois, voltou com outro nome: Submarino. Talvez você também já tenha ouvido falar nele, não é mesmo? 

O Submarino juntou-se com a Americanas.com e o Shoptime, criando o grupo de marketplaces B2W. Depois disso, o mercado de vendas online foi se popularizando e crescendo rapidamente.

Em seguida, surgiu, nos Estados Unidos, o Ebay e, logo depois, o Mercado Livre foi criado no Brasil. As grandes lojas que temos hoje, como Americanas, Saraiva, entre outras, entraram no mercado no fim dos anos 90 e início dos anos 2000.

O Ecommerce na atualidade

De lá para cá, o e-commerce vem crescendo em um ritmo acelerado no Brasil e no resto do mundo.

Estima-se que, atualmente, o comércio eletrônico já some mais de U$ 1 trilhão em vendas anuais em todo o planeta.

No Brasil, o Ecommerce ganhou 20,2 milhões de novos consumidores apenas no ano de 2020.

Agora que já sabemos um pouco da história do e-commerce no Brasil e no mundo, como tudo começou e a forma como evoluiu até se tornar o que é hoje, vamos aos termos mais técnicos.

Afinal, o que é Ecommerce? O que significa essa palavra? Vamos ao próximo tópico para descobrir…

Como o Ecommerce funciona?

O Ecommerce funciona de forma semelhante a uma loja física , porém, o contato entre cliente e lojista é todo virtual. As etapas de funcionamento desse tipo de comércio podem ser divididas em quatro: 

  • O anúncio dos produtos em uma plataforma;
  • O recebimento de pedidos;
  • O processamento e preparo do pedido;
  • O envio. 

Se você acertar esses princípios básicos e conduzir seu Ecommerce da maneira certa, certamente terá um bom crescimento a longo prazo. Mas é preciso se lembrar de que o planejamento e a validação do negócio são as chaves para uma loja virtual de sucesso.

A lógica de um Ecommerce é relativamente simples.

Depois de escolher o seu mercado, o empreendedor passa a vender os seus produtos pela internet… Sempre com a ajuda de redes sociais, uma conta no Mercado Livre e até mesmo um site próprio, que é a famosa loja virtual.

Entregas

Ao realizar uma venda, o empreendedor separa o pedido e o leva até os Correios — no Brasil, os Correios são os parceiros oficiais de 9 em cada 10 Ecommerces. Esse, por sua vez, fica responsável por entregá-lo ao consumidor no prazo pré-estabelecido.

Pagamentos

Quanto ao pagamento, ele pode ser feito por cada cliente via intermediadores como Paypal e Pagseguro. O empreendedor paga pequenas comissões para essas empresas e elas vão gerir as transações, oferecendo diferentes formas de pagamento aos consumidores.

Depois de finalizada uma transação, os valores ficam à sua disposição, podendo ser sacados a qualquer momento.

O que pode ser vendido no Ecommerce?

Quase qualquer produto pode ser vendido em uma operação de Ecommerce. Nesse caso, a única complicação fica por conta da logística de alguns produtos que podem ser grandes demais, pesados, volumosos, tóxicos etc.

Fora isso, não existe muita limitação. Moda, quadros de decoração, eletrodomésticos, autopeças, livros… Tudo isso pode ser comercializado pela internet.

Quer saber um pouco mais sobre qual produto escolher? Então confira esse outro artigo onde falo sobre os 10 maiores mercados do Ecommerce no Brasil.

As principais vantagens de uma loja virtual

Entre as principais vantagens de uma loja virtual estão:

Baixo investimento inicial: no começo da operação você pode trabalhar em casa, sem equipe, sem burocracia e até mesmo sem estoque (se for o caso).

Tudo isso reduz custos, já que, ao contrário do que aconteceria em uma loja física, no Ecommerce, você não precisa se preocupar com fatores como salários de funcionários e aluguel.

Funcionamento 24 horas: chega dessa história de fechar depois das 18h, domingos ou feriados… Na internet a sua operação funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Você pode começar paralelamente a um emprego: caso não tenha estabilidade financeira no momento, é completamente possível começar o seu negócio em uma segunda etapa do dia.

Vendas para todo o Brasil: diferente do que aconteceria com uma loja física no centro da cidade, no Ecommerce, você vende para o país inteiro, o que aumenta muito as suas chances de sucesso. No país, as vendas online já são responsáveis por girar quase R$60 bilhões todos os anos.

Maior facilidade em segmentar o seu público-alvo: outro benefício significativo de um Ecommerce é a facilidade de identificar e alcançar o público-alvo, afinal, fazer uma pesquisa de mercado na internet é bem mais prático e econômico do que pelos métodos tradicionais.

Quais as métricas mais importantes de se acompanhar em um Ecommerce?

Quando você cria um Ecommerce, seja por meio de uma loja virtual ou Marketplace, é fundamental que algumas métricas de performance sejam acompanhadas. Elas ajudam a manter a operação mais segura e um crescimento mais sólido… 

Mas, afinal, que indicadores são esses? Veja alguns deles agora: 

Ticket médio: essa é a quantia média que cada visitante gasta em uma compra. Ela pode ser calculada dividindo-se o faturamento pelo número de vendas;

Tráfego/ Número de visitantes: este é o número de pessoas que visitam a sua loja ou site; 

Taxa de rejeição: número de sessões únicas do site ÷ número total de sessões. Esse número ajuda a determinar se as páginas do seu site estão sendo efetivas em reter os clientes. 

Abandono de carrinho: esse indicador mostra quantos dos seus clientes deixaram o seu site sem fazer uma compra após colocar produtos no carrinho;

Taxa de conversão: este é o número de vendas  dividido pelo número de visitas no seu site. 

Para que serve o Ecommerce?

A principal finalidade do Ecommerce é permitir ao consumidor fazer compras de onde ele estiver, de maneira prática e rápida. 

Essa forma de comércio ampliou absurdamente os canais de venda, permitindo que os consumidores façam pesquisas, leiam avaliações de outros clientes e tenham um grande poder de escolha, na hora de decidir o que consumir.

Na prática, o Ecommerce é apenas uma outra forma de se adquirir produtos. O segmento já vinha crescendo grandemente desde o seu lançamento no Brasil, mas nos últimos anos essa expansão foi muito acelerada. 

Uma pesquisa realizada pela consultoria Ebit/Nielsen, em parceria com o Bexs Banco, por exemplo, mostra que em 2020 o segmento ganhou 13 milhões de novos compradores. Demais, não é mesmo? 

O que é preciso para iniciar um Ecommerce?

Para iniciar um Ecommerce é preciso pensar detalhadamente em cada uma dessas 7 etapas:

  • Pesquisa de  nicho, produto e público;
  • Escolha do nome e identidade visual da empresa, além do modelo de negócio;
  • Abertura da empresa (CNPJ);
  • Registro do domínio;
  • Escolha da plataforma de vendas;
  • Processo de vendas e entrega;
  • Marketing e acompanhamento dos resultados.

A seguir, falaremos um pouco mais sobre alguns dos pontos mais importantes ao abrir um Ecommerce. Veja: 

1. Estrutura de um Ecommerce

A estrutura de um Ecommerce engloba, principalmente, a plataforma de vendas, ou seja, a estrutura onde os produtos serão oferecidos.

No entanto, o cadastro e a apresentação dos produtos, o layout da marca, as páginas do site, o processo de vendas como um todo – incluindo o checkout – e o atendimento ao cliente também são partes da estrutura do Ecommerce.

2. Plataforma de Ecommerce

A plataforma de Ecommerce é um sistema que possui todas ferramentas para gerenciar seu negócio de comércio eletrônico.

Ela permite que a empresa centralize todos os seus processos, desde o marketing até todo o processo de venda.

Na hora de escolher a plataforma ideal, é importante pensar em vários aspectos, como a integração com as ferramentas do Google e de SEO, a liberdade para criação da identidade visual, a integração com as redes sociais e com outros sistemas. 

Aqui no Ecommerce na Prática nós indicamos a Nuvemshop como principal plataforma de Ecommerce, não só porque a empresa é uma das maiores players do seu segmento, mas porque realmente oferece a melhor experiência para lojistas que desejam iniciar ou expandir suas operações no digital. 

3. Serviço de hospedagem

A hospedagem é um serviço que permite a publicação de um site na Internet. Ou seja, adquirir uma hospedagem é alugar um espaço para hospedar o seu site. 

O conteúdo do site, como HTML, CSS e imagens, fica armazenado em um servidor para ser visualizado online.

4. Layout de comércio eletrônico

O layout é a cara da sua marca. Ele engloba questões como as cores, as fontes e a logomarca que representa a sua identidade visual.

Outra questão importante quando se trata do layout é pensar na usabilidade do usuário. Nesse sentido, todas as escolhas feitas devem levar em conta a experiência do cliente, para que ela seja sempre fácil de usar.

Se você está fazendo um site do zero, ou seja, a partir de programação, pode ser que você precise de ajuda de um profissional especializado para personalizar o layout do seu site. Por outro lado, se você está usando uma plataforma de Ecommerce, é possível que existam opções de personalização mais intuitivas. 

5. Divulgação de lojas virtuais

Existem muitas estratégias de marketing e cabe a você definir quais são as mais adequadas ao seu negócio. Uma estratégia básica de divulgação deve passar por alguns estágios que são:

  • Planejamento  da estratégia;
  • Produção de conteúdo relevante;
  • Criação de campanhas e e-mail marketing;
  • Divulgação nas redes sociais;
  • Anúncios no Google;
  • Análise de resultados.

6. Marketplace

O Marketplace é um modelo de negócio em que uma grande loja virtual oferece os produtos de vários lojistas e cobra uma taxa por cada venda. 

Essa é uma forma muito interessante para quem está começando, pois já existe toda uma estrutura de vendas pronta, além da visibilidade e quantidade de visitas que uma grande marca tem.

Como desvantagem, podemos pontuar a enorme concorrência entre os lojistas, além da falta de identidade visual definida, levando em conta que você usará o layout de uma outra marca.

7. Formas de entrega no Ecommerce

A entrega dos produtos é um dos pilares essenciais da estrutura do Ecommerce.

Escolher a melhor forma de envio vai impactar diretamente na experiência de compra do seu cliente, o que é fundamental para o sucesso do negócio.

Algumas das formas de envio mais populares são: 

  • Correios;
  • Melhor Envio;
  • Frete com transportadoras;
  • Entrega com veículo próprio;
  • Entrega com motoboy;
  • Retirada no local.

Escolha as formas de envio mais adequadas ao seu modelo de negócios e, se possível, trabalhe com o máximo de alternativas possíveis, para que o cliente tenha várias opções de escolha.

8. Formas de pagamento

Os meios de pagamento tem um impacto direto nas vendas de um Ecommerce. O consumidor precisa encontrar a forma de pagamento que o satisfaça para levar a compra até o fim.

Os meios de pagamento mais utilizados no mercado são:

  • Boleto;
  • Cartão de crédito;
  • Cartão de débito;
  • Transferência;
  • PIX;
  • Intermediadores.

9. Emissão de notas fiscais no Ecommerce

Embora as vendas pela internet tenham passado um bom tempo na informalidade, hoje em dia é essencial a emissão da Nota Fiscal para todos os produtos ou serviços comercializados.

A Nota Fiscal Eletrônica é um documento digital que existe para registrar todas as vendas feitas através do Ecommerce e deve ser enviada ao cliente por e-mail ou/e junto com a mercadoria.

Para emitir a Nota Fiscal Eletrônica, é preciso ser uma pessoa jurídica (possuir um CNPJ ativo), obter um certificado digital, fazer o cadastro na Secretaria de Fazenda  (SEFAZ) e escolher um emissor de notas fiscais.

Falamos mais sobre esse assunto neste artigo: Nota fiscal no Ecommerce é Obrigatório? Saiba como funciona

10. Integração com os Sistemas ERP

O ERP é um sistema de gestão que integra todas as atividades do negócio, para acompanhar os processos e otimizar os resultados.

A integração entre o Ecommerce e os sistemas ERP é importante para simplificar as rotinas administrativas, gerenciar o estoque e gerenciar todos os processos com mais assertividade.

É recomendado escolher uma empresa especializada em integração para fazer esse processo. 

Na hora da escolha, é importante procurar um sistema que atenda as especificidades do seu negócio.

Quais são as maiores empresas de Ecommerce da atualidade?

Muitas empresas enxergaram oportunidades reais no Ecommerce e resolveram apostar na área. Umas sem muito sucesso, porém outras se tornaram players referência no mercado do Ecommerce.

Conheça alguns deles, nacionais e internacionais:

1. Magazine Luiza

A Magazine Luiza, além de ser uma das maiores empresas varejistas do Brasil, foi uma das primeiras a migrar para o Ecommerce e apostar nas vendas online por volta de 1992.

O que o Ecommerce agregou a empresa? De antemão, os resultados melhoraram por conta da facilidade no atendimento. Como o site pode ser acessado de qualquer lugar, a qualquer momento, as pessoas podem tirar suas dúvidas com poucos cliques…

Isso sem contar que teve um alcance muito maior de pessoas, chegando até onde não havia atuação de loja física.

Até hoje, o Ecommerce é uma peça fundamental na operação e resultados da Magazine Luiza. Para otimizar os serviços de atendimento e melhorar ainda mais os resultados, em 2003, a empresa anunciou a Lu, uma assistente virtual de vendas.

Ela nada mais é que um bot automatizado para auxiliar a experiência de compra do cliente. Em 2017, a Magalu informou que a implementação do bot no site fez os resultados das vendas na internet aumentarem 56%.

Em 2019, a Magalu comprou a Netshoes, maior site de artigos esportivos da América Latina. Com isso, a empresa ganhou ainda mais força no digital e multiplicou o leque de clientes.

Com essa negociação finalizada, a Magazine Luiza passou a adquirir as ações da Netshoes pelo valor de US$ 3,70 por ação, avaliando a empresa por volta de US$ 115 milhões. Hoje, a Magazine Luiza também abre portas para empreendedores venderem dentro da plataforma, funcionando como um marketplace.

2. B2W Digital

O grupo B2W Digital integra 3 grandes sites do Ecommerce: Americanas.com, Submarino e Shoptime. Isso faz com que a empresa alcance diversos públicos diferentes e ofereça um catálogo de produtos bem variado.

A empresa é considerada uma das mais valiosas do Brasil atualmente e o faturamento passa de 12 milhões de reais.

O sucesso da B2W ultrapassa fronteiras e conquistou países como Chile, México e os nossos vizinhos argentinos. É um ótimo exemplo de players de sucesso para você se inspirar…

3. Amazon.com

A Amazon foi um dos players internacionais que chegou no Brasil amedrontando muitos players nacionais. Afinal, não é à toa que é chamada de gigante; a Amazon é uma das empresas mais valiosas do mundo.

Em menos de 2 anos, a Amazon Brasil ultrapassou vários concorrentes e entrou no TOP 10 dos maiores marketplaces do país.

4. Mercado Livre

O Mercado Livre é um dos marketplaces mais consolidados no Ecommerce. Você pode notar que praticamente todos os vendedores e compradores da internet já ouviram falar nessa que é uma das plataformas mais populares no país.

Para você ter uma ideia, todos os dias, são vendidos mais de 2 milhões de produtos por lá, ou seja, são cerca de 23 vendas por segundo dentro do site.

Outro número impactante é que o Mercado Livre já faturou 878,4 milhões de dólares no último ano, de acordo com dados da própria empresa.

Isso sem contar o aumento no número pedidos de 101,4% (178,5 milhões), acumulando um lucro bruto de 427,2 milhões de dólares. Como você pode ver, o Mercado Livre certamente é um dos melhores players quando se trata de Ecommerce.

Quais tipos de Ecommerce existem?

Nós falamos um pouco sobre como o Ecommerce é um segmento amplo, que engloba muitas categorias de venda online. Nós também falamos um pouco sobre o Ecommerce B2B, B2C e C2C. Agora, quero explicar estes conceitos mais a fundo…

Sendo assim, podemos dizer que existem três tipos de categorias de Ecommerce no Brasil:

  • B2C (Business to Consumer);
  • B2B (Business to Business);
  • C2C (Consumer to Consumer).

Vamos ver o que significa cada uma delas:

B2C (Business to Consumer)

Esse é o Ecommerce mais popular dos três modelos. Nele, fabricantes, revendedores ou varejistas criam suas lojas virtuais para vender para consumidores finais. Ou seja, é o varejo tradicional.

B2B (Business to Business)

Ainda nem tão comum no Brasil, o B2B são lojas virtuais criadas por fabricantes ou distribuidores. Elas têm o objetivo de vender exclusivamente para empresas.

São utilizadas, em geral, por revendedores menores que vendem o produto para o consumidor final no varejo. Basicamente, esse é o Ecommerce de atacado.

Este é um tipo de Ecommerce muito comum em modelos de logística dropshipping, onde o varejista não armazena nem envia os produtos comercializados em seu site. Nós falamos mais sobre esse assunto neste artigo aqui: O que é dropshipping? Como funciona, exemplos e como começar.  

C2C (Consumer to Consumer)

Aqui, são enquadrados sites em que qualquer pessoa pode cadastrar um produto e vender para outra pessoa. São os chamados marketplaces.

O exemplo mais comum é o Mercado Livre, mas também podemos enquadrar sites como Elo7, Enjoei, OLX e Bom Negócio.

Estratégias e tendências para o futuro do Ecommerce

Para um e-commerce se manter competitivo, é preciso estar sempre atento às tendências atuais do comércio eletrônico. 

Se você não acompanhar as mudanças e previsões desse setor, o seu negócio pode ficar para trás, mesmo depois de ter todos os atributos essenciais implementados. Algumas das principais tendências atuais do mercado de Ecommerce são:

Compras pelo Celular (m-commerce)

As compras pelo celular aumentaram absurdamente nos últimos anos. Clientes de todo o mundo já compram produtos e serviços usando seus celulares ou tablets e aqui no Brasil a tendência é a mesma.

Por essa razão, os comércios online precisam adotar, aos poucos, uma abordagem que priorize o celular à medida que as compras por ele aumentam.

Para isso, é preciso deixar o seu site amigável para os dispositivos móveis, além de se atentar às novas tecnologias, que trazem transformações constantes nessa área.

Os aplicativos de compras são uma tendência em crescimento e devem ser vistos como uma possibilidade para o seu negócio, mas outros aplicativos, como os de mensagem, também podem apresentar boas oportunidades.

Um estudo da Kantar, por exemplo, mostra que 47% do volume de compras no WhatsApp foram feitos por pessoas da classe C e 33% das pessoas que o usaram têm mais de 50 anos. 

Varejo omnichannel

O varejo omnichannel é uma abordagem de vendas moderna que garante uma experiência de compra unificada para os clientes.

Esse modelo se refere à venda de produtos em vários canais, incluindo sites, aplicativos e até mesmo numa loja física.

Essa tendência acabará com as distinções entre os canais. Isso porque os clientes terão mais chances de obter informações sobre seus produtos ou serviços em qualquer espaço.

Além disso, será possível promover sua marca em diferentes canais, o que certamente pode aumentar as oportunidades de vendas e de reconhecimento da marca.

Os clientes podem visitar vários canais durante o processo de compra e é possível que eles iniciem a jornada de compra em um canal e concluam a compra em outro. É por isso que a abordagem do varejo omnichannel foi adotada por diferentes estrategistas de marketing, para impulsionar cada vez mais os negócios de Ecommerce.

Redes Sociais

As redes sociais continuam sendo uma ferramenta de marketing em forte crescimento, com ferramentas novas surgindo a todo momento.

O número de pessoas nas redes sociais e os influenciadores só aumenta. Por isso, os lojistas devem pensar constantemente em estratégias de marketing para explorar mais oportunidades para seus negócios.

De acordo com a pesquisa Market Review: Tendências do Ecommerce para 2022, promovida pela BornLogic e Opinion Box, os influenciadores já são considerados a segunda maior fonte de influência na tomada de decisão de compra.

No total, 41% dos entrevistados já compraram produtos  indicados por influenciadores nas redes sociais, e dentre estas pessoas, 77% apontaram o Instagram como forte influência. Um dado interessante para se ter em mente! 

É possível começar um Ecommerce sem estoque? O EnP pode provar que sim! 

Você já pensou em começar uma loja virtual, mas só de pensar em investir em estoque e ajustar todos os detalhes logísticos, bate aquele desânimo? Nós entendemos bem esse problema… 

Gerenciar o estoque é uma das etapas mais desafiadoras e, por isso, frequentemente desencoraja empreendedores com ótimas ideias de negócio. 

E se disséssemos que é possível ter um Ecommerce de sucesso, sem precisar fazer investimento em estoque? Essa já é uma realidade para muitas empresas ao redor do mundo. 

Ao longo dos últimos anos, o Ecommerce na Prática criou e aperfeiçoou um método exclusivo que permite construir um negócio sustentável e lucrativo, sem fazer com que você se preocupe com estoque e envio de pedidos.

Quer conhecer essa alternativa? Participe da Semana do Ecommerce sem Estoque. Serão três aulas gratuitas, ao vivo, que te mostrarão estratégias práticas para tirar a sua loja virtual do papel. 

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Fonte: ecommercenapratica.com/blog/o-que-e-ecommerce-2

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