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Fim do G-8, a consolidação do G-20 e a disparada do BRIC • OEconomista

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Fim do G-8, a consolidação do G-20 e a disparada do BRIC

Autor: O Economista – 9 de julho de 2009

“Eu não sei como vai ser o enterro, às vezes o enterro ocorre lentamente. Hoje, por qualquer critério, economias como China, Brasil e Índia são economias importantes, que têm um efeito na economia mundial maior do que muitos outros que estão no G-8”. A declaração, do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, reforça um cenário no qual os países emergentes não podem mais ficar em segundo plano nas negociações mundiais. Amorim argumentou que o mundo está entrando em um período de ‘governança variável’, no qual “países como China, Brasil e Índia têm de estar em todos os temas”.

Para muitos analistas e governantes, os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) serão as novas potências econômicas já nas próximas décadas. O bloco possui, indiscutivelmente, grandes vantagens comparativas e competitivas. Ao todo, são aproximadamente três bilhões de pessoas que precisam de soluções para os principais problemas mundiais, como distribuição de renda, saúde e educação. O PIB em conjunto destes quatro países é de 21% dos US$ 64,9 trilhões produzidos mundialmente, o que totaliza um valor de U$$ 13,629 trilhões.

Assim, para a resolução de entraves e evolução social, serão necessários mais contatos econômicos, sociais, ambientais, comerciais, políticos, culturais e esportivos entre estes países, dando continuidade ao crescimento obtido entre 2004 a 2008 – que foi de 33,6% para o PIB Brasileiro, 62% para o PIB Russo, 13,14% para o PIB chinês e 14,02% para o PIB indiano. Convém destacar que os PIB chineses e indianos tiveram uma retração em 2008: -30,75% para a China e -28,66% para a Índia. Estas duas potências já mostram sinal de reação em relação à queda dos indicadores, consolidando ainda mais a força do BRIC frente à crise enfrentada hoje.

Amorim, disse em entrevista que: “Hoje tem o G8 + 5, que talvez se transforme no G8 + 6, de repente se transforma em G8 +12 e vira outro G20. O fato é que quando falamos G8 mais outros países, se fala de um grupo de países que são um núcleo e um grupo de países convidados. Eu acho que isso também é algo que tem de ser superado”. O G-20 “é um modelo melhor”, ainda que não tenha havido precisão quanto à natureza desse modelo: melhor em quê, ou para o quê, destaca o ministro.

O debate que está sendo lançado pelas declarações do ministro brasileiro é sobre: a morte anunciada do G8; sua eventual substituição pelo G20 e se o grupo cumpriria melhor funções hoje supostamente desempenhadas pelo G8.

Romero Albuquerque com edição de Henrique Puccini, fontes (http://www.g20.org/, http://www.g8.utoronto.ca, http://www.mre.gov.br)

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Comentários

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  • Ana Paula

    14/07/2009 – 08:13:44

    O mais importante, em minha modesta opinião, não é ser uma grande potência econômica, mas sim promover uma melhor qualidade de vida para aproximadamente três bilhões de pessoas que precisam de saúde, educação, emprego…a riqueza de um país deveria ser medida exatamente sobre essas variáveis…Aguardamos o sepultamento do G8 e esperamos pelo G20 e que ele seja melhor “PARA QUEM” realmente precisa…. ou seja, para a grande massa carente do mundo.

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Fonte: www.oeconomista.com.br/fim-do-g-8-a-consolidacao-do-g-20-e-a-disparada-do-bric

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